Ela estava ali, sempre esteve.
Escondida, meio tímida.
Marcada pela sarcástica característica de me deixar na mão nos momentos onde mais precisei.
Você parece um sonho. Aqueles sonhos que terminam bem no clímax, tendo sido bom o bastante para te deixar deprimido nos primeiros minutos do dia.
Ou um protótipo que parece não ter ido pra frente, sendo você obrigado a se contentar com as lembranças e os devaneios do que poderia ter sido.
Me pego rezando todas as noites para que você não saia mais de perto de mim.
Parece não surtir efeito, desde sempre você vem e vai quando quer.
E o faz sem um aviso prévio, sem um sinal de consideração.
Não é certo; ainda encontro um sentido nessa grosseria.