segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Eu consigo te ver logo ali. Falta só mais um pouco.
Ansiedade, que vem com certo medo. De que não tenha sido o que eu criei ao longo do tempo. De voltar os pensamentos para o que ainda não aconteceu. Para o que não aconteceu mais.
Sinto falta daquele ócio. Não do que trazia a aflição da falta de rumos. Mas dos constantes convites para se reinventar em novos caminhos.
E ainda que hoje uma distância se anuncie, eu sei que estamos mais próximos do que nunca.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

A poesia pratica a menina.
E entre bobos e reis,
todos são gênios desse mirante.

Meu sonho era acordar lá todos os dias
e que isso bastasse.
Que os opostos aflorassem o melhor do outro lado da rua,
e eu não praticasse mais a angústia que me traz esse pêndulo.
Ele tem vida, vontade e controle.
Tem senso de humor.

Às vezes sonho com o que deve ser surfar nesse mar perfeitamente clássico.
O fundo, o vento, a ondulação e o tempo na mais pura sinergia com você;
Produzindo algo que está muito acima de qualquer princípio de tristeza.
Porque é fluido.
E porque que assim se apresenta, é o extraordinário que me faz voar mais longe, e aos poucos a distância vai fazendo sentido. A beleza daquilo que é mais simples invade tudo a sua volta, o tempo deixa de seguir uma linearidade e, de repente, aquelas badaladas perdem a sua razão de ser.