domingo, 24 de fevereiro de 2019

O presente se perdeu pras nossas cicatrizes.
E o que nasce de forma tão espontânea se esvai sem a cortesia de pronunciar o fim. Virou futuro do pretérito
Ferus; relicário.
O desejo de ser livre.

Intenção para co-criar

Nada é alguma coisa antes que sofra uma intervenção.
Sendo uma intervenção que parte de você, lhe cabe a sua parcela de culpa no que se reproduz.
Pensamento intrigante. Você influencia o que poderia ser e o que se tornou. Porque nada é alguma coisa antes que sofra uma intervenção.
E o papel da intenção? Nada tem tanta influência quanto a verdade nua e crua de quem se é. E que sendo si mesmo, se enxerga ao te olhar nos olhos.

terça-feira, 20 de março de 2018

Antes de mais nada

Perceber o entorno é importante, mas as coisas não precisam ser resolvidas todas ao mesmo tempo.
Um dia de cada vez. Foco em se manter nos trilhos.
Às vezes, é cansativo. Muitas vezes, a dúvida vem bater na porta. E ela geralmente vem trazendo alguma distorção da realidade, te propondo uma perda da noção do tamanho das coisas.
Cada um vive a sua história.
Não é pecado cultivar um milhão de sonhos. O perigo mora na falta da serenidade, no ímpeto em conceber pré-requisitos para a felicidade que não o caminho em si.
A versatilidade é uma faca de dois gumes. Se, por um lado, queremos abraçar o mundo e fazer bem feito, por outro, é nosso dever aflorar a paciência necessária para entendermos o tempo das coisas. Trabalhar todos os dias a sabedoria para encontrar sentido em meio a tanto ruído, para  que estejamos presentes em nossas conquistas; para que sejamos capaz de reconhecê-las.

quarta-feira, 14 de março de 2018

Os encontros de sua vida foram com suas responsabilidades e os seus sonhos.
As suas escolhas, nunca foram suas.
Você fez o que sentiu que deveria ter sido feito, apesar dos seus sonhos.
E com o que sonhava?
Tinha um sentimento de pertencimento. Poderia ter sido mais do que a vida lhe tornou.
Estava perto; de ser quem você sempre sonhou.

segunda-feira, 20 de novembro de 2017

Outro dia, um amigo compartilhou uma sensação que me fez pensar mais tarde. Às vezes, a vida pode nos expor a determinadas situações por razões bem específicas. Colocar pessoas no seu caminho de modo a desconfigurar aquilo que você concebia como equilíbrio. Hoje busco enxergar esses eventos de forma mais holística. Como a série que vem e tira o ar dos seus pulmões, tentando despertar o pânico em você. E como quase tudo na vida, se não existe a concepção desse momento como uma transição, e se não existe um condicionamento prévio constante, o cenário mais provável é sucumbir ao estímulo que se apresenta.
Não que seja necessariamente uma questão de predestinação. É mais no sentido de reconhecer o que uma situação pode lhe oferecer: pro bem e pro mal. E de que forma isso pode se encaixar no seu momento de vida.
Mais do que isso, é um convite para você perceber que, sim, as coisas acontecem por um motivo. Encontros, desencontros, reencontros. Mas isso não implica um alinhamento com o roteiro da sua cabeça, por mais que a conta pareça fechar.  
Pelo contrário: trata-se de um lindo convite para desenvolver a capacidade de enxergar os encontros caracterizados por essa fluidez inerente à vida. E que, se por um lado, nos deixam aflitos ao percebermos que não somos os senhores dos nossos encontros, por outro, podem nos tornar menos suscetíveis aos nossos vícios e impressões, e mais abertos àquela cultura consciente do carpe diem.

segunda-feira, 23 de outubro de 2017

De certo modo, nunca me senti tão bem. Uma peculiar e contraditória sensação de harmonia é cada vez mais presente. Cada vez mais, eu sou capaz de enxergar os acontecimentos dentro de diferentes contextos, respeitando a singularidade de cada caso. E quão libertador é isso. Não se trata da relativização por si mesma, mas de um ponto de partida que te permite caminhar pra frente, seja qual for a direção.
Sou grato à minha relutância em refletir um pouco menos. Na vida, tudo tem um tempo pra acontecer. Em algum momento, aquelas inquietações desarticuladas começam a fazer sentido, e você é capaz de olhar pra trás e entender aqueles porquês.
Não tem a ver com uma leveza que se manifesta no desapego. Pelo contrário: é uma visão mais clara do conjunto da obra. Que se por um lado vai cerceando aquilo que você não enxergava um problema, por outro te permite lapidar o seu legado de forma mais consciente. É a abertura para se poder pensar de forma crítica todos aqueles assuntos que você entende que merecem a sua atenção sem que sejam excludentes ou inapropriados dentro do seu momento de vida.
Poder reconhecer suas limitações para crescer.

segunda-feira, 16 de novembro de 2015

Eu consigo te ver logo ali. Falta só mais um pouco.
Ansiedade, que vem com certo medo. De que não tenha sido o que eu criei ao longo do tempo. De voltar os pensamentos para o que ainda não aconteceu. Para o que não aconteceu mais.
Sinto falta daquele ócio. Não do que trazia a aflição da falta de rumos. Mas dos constantes convites para se reinventar em novos caminhos.
E ainda que hoje uma distância se anuncie, eu sei que estamos mais próximos do que nunca.