Outro dia, um amigo compartilhou uma sensação que me fez
pensar mais tarde. Às vezes, a vida pode nos expor a determinadas situações por
razões bem específicas. Colocar pessoas no seu caminho de modo a desconfigurar aquilo
que você concebia como equilíbrio. Hoje busco enxergar esses eventos de forma
mais holística. Como a série que vem e tira o ar dos seus pulmões, tentando
despertar o pânico em você. E como quase tudo na vida, se não existe a
concepção desse momento como uma transição, e se não existe um condicionamento
prévio constante, o cenário mais provável é sucumbir ao estímulo que se
apresenta.
Não que seja necessariamente uma questão de predestinação. É
mais no sentido de reconhecer o que uma situação pode lhe oferecer: pro bem e
pro mal. E de que forma isso pode se encaixar no seu momento de vida.
Mais do que isso, é um convite para você perceber que, sim,
as coisas acontecem por um motivo. Encontros, desencontros, reencontros. Mas
isso não implica um alinhamento com o roteiro da sua cabeça, por mais que a
conta pareça fechar.
Pelo contrário: trata-se de um lindo convite para desenvolver
a capacidade de enxergar os encontros caracterizados por essa fluidez inerente
à vida. E que, se por um lado, nos deixam aflitos ao percebermos que não somos
os senhores dos nossos encontros, por outro, podem nos tornar menos suscetíveis aos nossos vícios e impressões, e mais abertos àquela cultura consciente do carpe diem.
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