segunda-feira, 12 de março de 2012

Nos embalos de sábado a noite

Você , que ilumina tudo aquilo que há por fora,
emite um clarão que me deixa meio cego.
E junto, traz esses ruídos cotidianos,
que por vezes ensurdecedores,
me impedem de escutar aquilo que eu queria ouvir.

Esse céu preenchido por estrelas,
no entanto , me acende por dentro.
Vem com brisa fresca aqui da floresta,
o som de um ou outro pássaro,
e de um ou de outro carro.
E nessa conjuntura,
da-se um toque especial à paisagem sonora.
O tempo passa mais devagar,
O acorde da viola ganha vida.

Da varanda de casa, consigo ver minha aurora boreal,
E o que era essencial, assume um novo posto.

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